"Oh não! Não tente me fazer feliz. Eu sei que o amor é bom
demais, mas dói demais sentir."
Qual o sentimento que prevalece no trecho citado acima da música
“Pessoas” interpretada por Marina Lima?
Perguntinha típica daquelas aulas bem maneiras de literatura -n.
Muitas vezes o medo faz com que as pessoas não dêem continuidade a
algo que poderia ser muito bom pra ela. Como pode a pessoa nem tentar e se
impedir de sentir algo tão bom quanto o amor?
Já parou pra pensar que aquele garoto que talvez não estivesse nos
“padrões sociais de beleza” (o que é uma idiotice), mas que te amava de verdade
poderia ser pra você um homem melhor do que esse lindo que está ao seu lado e
que jamais vai conseguir te fazer feliz como o outro faria?
Pense em quantas tardes vendo o pôr-do-sol no parque, sentada numa
toalha vermelha e branca, quantas idas ao cinema pra ver aquela comédia
romântica que você queria tanto ver e teve que ver aqueles filmes de luta,
guerra, ação, quantas noites você poderia ter passado debaixo das cobertas
comendo a comidinha que ele fez pra você e assistindo a sua novela ao invés de
estar naquele churrasco com aqueles amigos bêbados e chatos dele. Pois é... só
que agora o tempo passou e tudo isso ficou pra trás.
Se arrepender de algo que está no passado é complicado, afinal não
vai dar pra voltar lá e consertar. O que foi feito, está feito. Hoje li uma
frase que dizia mais ou menos assim: “Cada queda não é só uma queda, é um
empurrão pra um novo começo.” E faz todo sentido, se você já viu que a coisa
não está fluindo, cara, parte pra outra.
Mas não é simplesmente partir pra outra. Costumo dizer que quando
estou sozinha é quando eu mais me conheço. Às vezes é bom ficar sozinha e por a
cabeça no lugar, é bom estar na nossa própria companhia. É claro que é bom ter
alguém, mas talvez tudo que você precise antes de achar a pessoa ideal seja um
tempo pra você mesma, um tempo pra rever seus conceitos, sair com os amigos.
Aproveite ao máximo, antes que seja tarde demais.

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